Benchmarking pessoal: a competição como motor de inovação

Peter Roman destaca a educação contínua e o uso da concorrência como padrão de qualidade para o diferencial de mercado.

ECON News

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24 de fevereiro de 2026
Benchmarking pessoal: a competição como motor de inovação

Em um mercado saturado, a visão tradicional de competição muitas vezes leva a guerras de preços e animosidades estéreis. Contudo, para o consultor Peter Roman, a concorrência deve ser ressignificada. Ele defende que o "competidor" não é um inimigo, mas um indicador de performance vital para o crescimento de qualquer negócio ou carreira.

Segundo Roman, observar o mercado é essencial não para copiar, mas para elevar a própria régua de exigência. ("Aquela pessoa que faz o que eu faço, para mim é um exemplo para eu ver o que que eu posso fazer melhor"). Ele cita o exemplo das grandes redes hoteleiras que criam submarcas para testar mercados, utilizando a comparação como ferramenta de aprimoramento, e não de destruição mútua.

No entanto, o consultor alerta para o perigo de focar excessivamente no outro e esquecer do próprio desenvolvimento. ("A gente não perde muito tempo olhando para o jardim do outro... eu vou olhar para mim e vou trabalhar o meu"). A estratégia vencedora, segundo sua experiência, é o investimento pesado em capacitação própria.

Durante seu tempo na Disney, Roman aplicou essa filosofia na prática, utilizando seu tempo livre para realizar dezenas de cursos oferecidos pela companhia, acumulando um capital intelectual avaliado em dezenas de milhares de dólares. ("Eu fiz mais 35, 40 cursos na Disney... porque eu sabia que algum momento ia usar isso"). Hoje, como palestrante internacional, ele colhe os frutos dessa mentalidade de aprendizado contínuo, provando que o maior diferencial competitivo é o conhecimento acumulado.