Como a tentativa de driblar despachantes nos EUA destrói os primeiros meses do seu caixa

Thiago Reiser expõe a armadilha burocrática que atrasa meses de lucro nos Estados Unidos

ECON News

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18 de março de 2026
Como a tentativa de driblar despachantes nos EUA destrói os primeiros meses do seu caixa

A imagem desburocratizada do mercado americano costuma atrair investidores estrangeiros, mas o setor alimentício possui um emaranhado de regras que pode paralisar iniciantes. Thiago Reiser, proprietário de um food truck, revela que a obtenção de alvarás de funcionamento exige aprovações em múltiplos departamentos governamentais, tornando a ajuda profissional quase obrigatória.

O empresário explica que um food truck não é tratado apenas como um veículo, mas como uma extensão de uma infraestrutura comercial muito maior. "Tem licença de para você fazer, para você cozinhar. Tem uma cozinha que você tem que fazer a comida pro food truck, você não pode estar fazendo dentro da sua casa". Além das exigências sanitárias para a manipulação prévia dos alimentos, o empreendedor precisa lidar com regulações do corpo de bombeiros e autorizações específicas de comércio móvel.

Para evitar o desgaste e a paralisação do projeto, Reiser optou por terceirizar essa etapa burocrática. "Eu contratei uma pessoa que me auxiliou em tirar todas essas licenças". O passo final de todo esse processo é uma vistoria presencial rigorosa, onde o veículo deve estar completamente equipado e pronto para operar.

A contratação dessa consultoria especializada provou ser um investimento em tempo e eficiência. "Acho que se eu fosse fazer sozinho eu demoraria pelo menos uns dois, três meses para finalizar todo esse processo". A lição que fica para os imigrantes é que a economia na contratação de despachantes locais muitas vezes resulta em atrasos operacionais severos que custam muito mais caro ao negócio.