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IA acelera a criação de conteúdo, mas só funciona bem quando treinada para preservar a voz e a identidade da marca
ECON News
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A adoção da inteligência artificial transformou definitivamente a rotina de produção de conteúdo, mas trouxe consigo um desafio imediato para as empresas: como automatizar processos sem robotizar a comunicação e perder a identidade da marca. A facilidade de gerar textos em segundos muitas vezes resulta em publicações sem personalidade, afastando o público-alvo. Para Priscila Cacicedo, profissional de marketing da agência Cacicedo Digital, a solução não está em evitar a tecnologia, mas em assumir o papel de diretor criativo da ferramenta. Ela defende que a IA deve atuar como uma extensão do raciocínio humano, exigindo um treinamento rigoroso e constante para que os algoritmos compreendam a essência, as dores e os objetivos do negócio.
O erro mais comum na utilização de plataformas generativas de texto é a superficialidade dos comandos. Muitos empreendedores delegam a criação criativa de forma terceirizada e genérica, o que gera resultados desconectados da realidade da empresa. "A inteligência artificial tá aí para tudo, a gente tem que saber usar sim, porque facilita demais a nossa vida, acelera muito os processos. A IA tá aí pra gente ampliar a nossa voz, não para abafar", afirma Priscila Cacicedo, profissional da Cacicedo Digital.
Para que essa ampliação de voz ocorra com qualidade, o trabalho de bastidores é fundamental. O algoritmo precisa ser alimentado com um vasto contexto antes de redigir a primeira linha. "Se eu pegar de qualquer forma e só falar 'olha, escreve aí um post para mim', vai sair uma coisa muito genérica. Então eu tenho que fazer o quê? Treinar a inteligência artificial também", explica a especialista em marketing da Cacicedo Digital. Esse treinamento envolve inserir na plataforma o histórico da empresa, o perfil comportamental do público, os hábitos de consumo e as necessidades latentes dos clientes — elementos que o marketing define como dores e desejos.
Além da parametrização técnica, a inteligência artificial tem se tornado uma parceira de brainstorming em tempo real. A dinâmica de trabalho atual permite que ideias brutas sejam lapidadas pela máquina com extrema agilidade. A especialista compartilha sua própria rotina de otimização de tempo utilizando comandos de voz. "Eu tô no trânsito, eu tô dirigindo, eu vou mandando um áudio pro ChatGPT com o que eu tô pensando. Então eu vou falando 'olha, eu tô pensando em fazer um conteúdo assim, tive essa ideia' e ele vai refinar para mim", detalha a estrategista da Cacicedo Digital. Com o perfil já treinado, a ferramenta consegue pegar esses pensamentos soltos e estruturá-los perfeitamente em formatos específicos, como um roteiro de vídeo de exatos sessenta segundos.
O domínio da inteligência artificial democratizou a produção de conteúdo, permitindo que profissionais de diversas áreas tenham acesso a redações estruturadas e persuasivas. No entanto, a tecnologia atua apenas como um braço executor; a alma do negócio deve permanecer sob controle humano. Ao dedicar tempo para ensinar o tom de voz corporativo às plataformas, as empresas garantem eficiência sem sacrificar a conexão emocional com o cliente. "Nem todo mundo é jornalista, nem todo mundo sabe escrever um conteúdo, a gente tem um braço para isso hoje em dia. Mas eu não posso perder a minha voz, a minha essência, o meu estilo, tem que tá sempre muito bem alinhado com o contexto e aí sim você fica com a IA perfeita funcionando para você", conclui a profissional de marketing da Cacicedo Digital.
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