Empreender nos EUA é fácil até aparecer o primeiro concorrente copiando sua ideia

Empresário contrasta as dificuldades de empreender no Brasil com o acesso livre ao capital americano

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11 de março de 2026
Empreender nos EUA é fácil até aparecer o primeiro concorrente copiando sua ideia

A transição de um empresário brasileiro para o mercado norte-americano é marcada pela substituição de um adversário burocrático por um oponente financeiro implacável. Fábio Passos, CEO de uma rede hoteleira, faz uma análise crua sobre as diferenças entre os dois países, revelando que a facilidade de abertura de empresas nos Estados Unidos cobra um preço altíssimo na arena da concorrência privada.

A crítica de Passos ao modelo brasileiro concentra-se no intervencionismo estatal. "No Brasil, sendo bem franco, é muito difícil realizar as coisas. Para cada passo que você quer dar para a frente, tem dez puxando para trás. Você tem a barreira do governo te interrompendo e colocando paralelepípedos para você tropeçar". Na América, esse obstáculo simplesmente não existe. "Aqui não há amarras, não há barreiras do governo".

Contudo, a desburocratização e o farto acesso ao capital nos EUA geram um ambiente de hipercompetitividade corporativa. "Muitos brasileiros me perguntam se fazer as coisas nos Estados Unidos é mais fácil. É e não é. A sua grande barreira aqui é o mercado. Como o acesso ao capital é muito fácil, qualquer um que tenha uma ideia é capaz de realizá-la", explica.

O cenário exige inovação constante e resiliência executiva. "Se você tem uma ideia que não possui nenhuma barreira de entrada, no outro dia tem um competidor fazendo a mesma coisa. Se eu fosse contar todas as dificuldades que nossos competidores colocam, daria para escrever um livro. Na hora da competição, vale tudo", finaliza o executivo, traçando a dura realidade do capitalismo americano.