Marketing Aplauso não paga conta e Jorge Kubrusly explica o que realmente gera lucro no marketing
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Entrar nos EUA brigando por preço é suicídio. Descubra como o branding blindará sua marca e fará o americano pagar mais.
ECON News
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O "American Dream" esconde uma armadilha letal para empresas brasileiras: a ilusão de que entrar competindo por preço baixo é a melhor forma de ganhar tração nos Estados Unidos. Tentar ser a opção "mais barata" em um país dominado por conglomerados com bolsos infinitos é o caminho mais rápido para a falência, pois a verdadeira batalha de uma nova marca não se vence na calculadora, mas na construção implacável de valor percebido na mente do consumidor.
Para Gabriel Carvalho, sócio-fundador da EyeSea Solutions e organizador da Brazil Expo Florida, a resposta para sobreviver e lucrar está no branding estratégico. Especialista com mais de 31 anos em estratégia de marca e um grande parceiro do ECON Business Hub, Gabriel atua há quase 13 anos nos EUA estruturando o go-to-market de empresas brasileiras, adaptando o posicionamento à cultura local para acelerar a tração e a credibilidade de quem cruza a fronteira.
O especialista alerta que sacrificar a margem na esperança de gerar volume é um erro primário. "Se você entrar aqui e começar numa guerra insana de preço, é outro caminho para o fracasso. Muita gente vai começar a jogar o preço lá embaixo, muitas vezes com um fôlego financeiro muito maior do que o seu", alerta Gabriel, lembrando que esmagar os menores pelo custo é a tática histórica de gigantes como o Walmart e a Amazon.
Para blindar os lucros, a saída é entender o novo público e adaptar a narrativa. "A primeira coisa é pensar quem é a minha marca e como ela vai se conectar com os consumidores dos Estados Unidos. Não adianta eu contar a mesma história que conto no Brasil", explica ele. No entanto, a origem não deve ser apagada: "Claro que o que você construiu no Brasil tem muito valor, faz parte da sua essência, assim como grandes marcas francesas ou suíças entram em mercados internacionais e conquistam pelo seu background".
A grande virada de chave para fugir da armadilha do preço é transformar o produto em uma conexão emocional que justifique um ticket mais alto. "Por que a sua história vai fazer com que o americano se emocione e fale: 'Cara, essa marca que veio lá do Brasil é legal'? Trabalhar muito bem o branding, a contação de história e se conectar com o consumidor é o segredo para você fugir o máximo possível dessa guerra", conclui Gabriel. No fim das contas, onde sobra autenticidade, a necessidade de dar descontos desaparece.
Sobre o especialista:
Gabriel Carvalho atua há mais de 31 anos com estratégia de marca e direção criativa, sendo quase 13 deles nos Estados Unidos. Especialista em entrada e crescimento de marcas brasileiras no mercado americano, seu trabalho vai além da simples tradução: ele adapta o posicionamento à cultura local, define a proposta de valor, estrutura o go-to-market e abre portas por meio de parcerias e networking, conectando Brasil e EUA para acelerar tração e credibilidade.
Veja a conversa com Gabriel no ECON Xperience em: https://www.youtube.com/watch?v=oMTc769sNYQ
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