Especialista desmistifica a tosa curta e explica como a pelagem atua como escudo térmico

Tosa profunda em raças de dupla camada eleva os riscos de doenças severas, como a alopecia

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22 de abril de 2026
Especialista desmistifica a tosa curta e explica como a pelagem atua como escudo térmico

A crença de que raspar a pelagem do cão durante o verão ajuda a aliviar o calor é um equívoco que pode comprometer severamente a saúde animal. Movidos por essa percepção estética, muitos tutores submetem seus pets a riscos de insolação e doenças dermatológicas. Leandro Cristiano, especialista com mais de 20 anos de atuação, alerta sobre a necessidade de uma abordagem técnica na estética animal, especialmente em regiões com altas temperaturas, como a Flórida e o Brasil.

A explicação biológica contrapõe a prática popular da tosa radical. "O pelo tem função termorreguladora, atuando como uma proteção térmica natural para o cão. Toda aquela estrutura de pelagem, adequada à genética do animal, atua como um escudo. Existe o senso comum de que, no calor, o cão precisa ser raspado, mas isso é um erro. Aquele pelo é a defesa primária contra o superaquecimento e contra queimaduras, inibindo a penetração de raios UV na pele", detalha Leandro.

A intervenção estética inadequada em cães de dupla pelagem, como Golden Retriever e Spitz Alemão, pode gerar danos estruturais, incluindo a alopecia pós-tosa. "Se o cão tem um estilo de vida ativo, frequenta quintais e fica exposto ao sol sem a proteção do pelo, ele corre riscos significativos. É perfeitamente viável realizar tosas que controlem o comprimento e o volume, mas o ideal é que sejam feitas sem gerar danos ao subpelo. O olhar técnico para avaliar a real necessidade do pet é o que garante o equilíbrio entre a estética e a saúde preventiva", adverte o profissional.