Gestão Propósito e excelência fortalecem empresas brasileiras que buscam crescer no mercado americano
Especialista mostra como honestidade, excelência e foco no cliente contribuem para a longevidade dos negócios no exterior
Consultor falar por que investir nos EUA na maior economia do mundo deixou de ser opção para virar necessidade.
ECON News
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No atual cenário de incertezas econômicas globais, a busca por segurança patrimonial tem levado investidores brasileiros a olharem com cada vez mais atenção para o mercado dos Estados Unidos. Para compreender as nuances dessa transição e a complexidade da gestão de ativos em solo americano, conversamos com Rafael Nani, consultor e gestor financeiro com uma década de experiência nos EUA. Graduado em Administração, Nani consolidou sua trajetória através do mercado imobiliário e do empreendedorismo antes de se dedicar integralmente ao mercado financeiro, onde hoje atua auxiliando clientes a protegerem e multiplicarem seus bens sob a égide da regulamentação americana.
A filosofia de trabalho de Rafael Nani é pautada, primordialmente, na preservação do que o cliente já conquistou. Para ele, a consultoria financeira não se resume à escolha de ativos, mas sim a um diagnóstico profundo das necessidades individuais e familiares. "O mais importante é a gente sempre proteger o patrimônio do cliente e, com isso, atender as necessidades que ele venha ter no futuro", afirma o gestor. Ele destaca que o planejamento deve considerar fatores quantitativos e qualitativos, garantindo que o investidor — seja ele um jovem em fase de acumulação ou um aposentado que vive de rendimentos — possua a liquidez necessária para não exaurir o capital principal no longo prazo.
Um dos diferenciais da atuação de Nani é a integração entre a gestão de investimentos e o planejamento sucessório/tributário. Segundo o consultor, uma estratégia de alocação só é eficaz se estiver estruturada para minimizar o impacto fiscal. "Não adianta a gente bolar uma baita estratégia de investimento e no final você acaba pagando muito imposto. O planejamento tributário, financeiro e sucessório é necessário, ele tem que estar junto", explica. O processo por ele defendido segue uma ordem lógica: primeiro estrutura-se a necessidade do cliente e sua proteção sucessória, analisa-se o fluxo de caixa e dívidas, para somente então decidir onde o dinheiro deve ser alocado.
Questionado sobre a diferença entre o mercado brasileiro e o americano, o gestor ressalta a transparência e a responsabilidade fiduciária — uma obrigação legal nos EUA onde o interesse do cliente deve estar sempre acima do consultor. Ao contrário do Brasil, onde o modelo de corretagem por transação é comum, Nani opera com uma taxa anual ponderada sobre o valor da carteira. "Eu acho muito mais justo e honesto porque a gente também divide junto com o cliente esse risco. O objetivo é sempre que esse capital acumule e valorize", pontua.
Além da segurança jurídica, a dolarização surge como o argumento mais forte para o investidor brasileiro. Nani apresenta dados contundentes: o Real desvalorizou, em média, 8% ao ano frente ao dólar nas últimas duas décadas. Para o profissional, manter o patrimônio em uma moeda forte não é apenas uma busca por lucro, mas uma defesa contra a instabilidade política. "O Brasil é responsável apenas por 2% do mercado acionário do mundo, sendo que os Estados Unidos são 60%. Você está investindo todo o seu capital em 2% do mundo; você realmente está diversificado?", questiona o entrevistado.
A atuação de um gestor financeiro nos Estados Unidos, conforme detalhado por Rafael Nani, exige uma combinação de rigor técnico e sensibilidade humana — o perfil que ele define como "people person". O monitoramento trimestral dos portfólios e a proximidade com os anseios dos clientes são o que garantem a adaptação às adversidades, como as recentes altas nas taxas de juros americanas, que abriram oportunidades na renda fixa líquida. Em suma, o trabalho de Nani reflete a maturidade de um mercado focado em transparência e na perenidade do capital, oferecendo ao investidor internacional a paz necessária para saber que seu patrimônio está protegido em uma das economias mais sólidas do globo.
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