Excesso de metais na água eleva custos de manutenção residencial no mercado americano
Resíduos de agrotóxicos em lençóis freáticos exigem tratamento avançado em casas na Flórida
ECON News
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Um dos maiores choques culturais e estruturais para quem se muda para a Flórida não está no clima ou no idioma, mas na água que sai das torneiras. Eduardo Leite, diretor da Homery, expõe um problema crônico de infraestrutura do estado, classificando a qualidade da água local como "péssima" e detalhando os riscos que ela impõe à saúde e ao patrimônio dos moradores.
A "água dura", rica em metais pesados, é o primeiro sintoma percebido. "As mulheres, a primeira vez que elas mudam aqui para a Flórida, elas já estranham isso, problemas no cabelo, problemas na pele". Além dos danos estéticos, essa composição química é agressiva para as tubulações e corrói a vida útil de eletrodomésticos caros, como aquecedores e lavadoras.
O problema, contudo, é muito mais profundo e remonta ao histórico econômico da região. "No passado, a Flórida era conhecida por ser um estado agricultor e antigamente se usava muito pesticida e produtos químicos". Segundo Leite, baseando-se em dados do banco público EWG.org, esses contaminantes infiltraram-se nos lençóis freáticos e hoje retornam às casas. Organizações já detectaram centenas de substâncias químicas na água de abastecimento, muitas ligadas a problemas severos de desenvolvimento e saúde.
Para combater essa realidade, a Homery atua na instalação de sistemas avançados de tratamento residencial. A solução mais eficaz apontada por Leite é o sistema de osmose reversa. "Ele consegue retirar aí 99% dos contaminantes que as pessoas têm hoje na água aqui na Flórida". A empresa alia essa tecnologia de ponta, oferecida por parceiros com décadas de experiência, aos seus programas de financiamento facilitado, transformando o acesso à água potável segura de um luxo para uma necessidade básica acessível a todos os orçamentos.