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Alta demanda, redes sociais e disputa de mercado expõem riscos e diferenças no controle de medicamentos.
ECON News
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O mercado global da saúde foi atropelado por uma verdadeira febre impulsionada pelas redes sociais: o uso massivo das chamadas "canetas emagrecedoras". Diante da busca por soluções rápidas, a farmacêutica e pesquisadora Talita Ferreira faz um alerta, durante participação no ECON Xperience, sobre como a internet polariza tratamentos complexos. "As pessoas estão cada vez mais pensando em se cuidar de fora para dentro", observa a especialista. Ela relembra que a origem desses medicamentos não era estética: "A primeira finalidade dela é para diabetes e aí trouxe um resultado positivo [...] reduzir a saciedade, apetite e com isso tudo a pessoa conseguir emagrecer. E aí é nesse sentido que acabou se criando um mercado bilionário".
No Brasil, a alta demanda levou o Congresso a discutir a quebra de patentes para baratear o acesso, o que escancara uma diferença brutal entre as políticas do país e do exterior. Talita explica que a regulação comercial muda drasticamente ao cruzar as fronteiras. "Todos esses produtos no Brasil eles são regulados na questão de preço. Já nos Estados Unidos, o FDA já não tem estabelecido preço de produto, quem estabelece o preço é a própria empresa, porque quem controla o mercado farmacêutico nos Estados Unidos são os bancos", detalha a consultora, evidenciando o choque cultural e econômico do setor.
Além do debate mercadológico e da entrada de versões manipuladas, o cenário exige uma responsabilidade em mão dupla para evitar tragédias de saúde pública. "Nós, como pacientes, temos que analisar se aquilo ali tá sendo viável ou não pro nosso tratamento", adverte Talita. A palavra final e a garantia de segurança, contudo, não devem vir das redes sociais, mas dos consultórios. "O profissional de saúde tem que avaliar se aquilo ali é seguro, se aquele uso, aquela substância, aquele produto que ele está oferecendo tá aprovado e foi feito estudos", conclui.
Sobre Talita Ferreira:
Farmacêutica, pesquisadora e CEO da Legis Consultoria e da Avanti Farmacêutica, Talita possui um currículo acadêmico brilhante, com passagens pelo Instituto Butantan, USP e doutorado dividido entre Espanha e Estados Unidos. Como consultora da Organização Mundial da Saúde (OMS), ela atua na linha de frente de projetos globais que definem como medicamentos e tecnologias de saúde cruzam fronteiras, ensinando empresas a transformarem as barreiras regulatórias em vantagens competitivas no mercado internacional.
Veja a conversa completa com Talita Ferreira no ECON Xperience em: https://www.youtube.com/watch?v=_CA1xyT0CSY
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