Exportação de tecnologia atua como saída estratégica para evitar perda de divisas

Executivo Luiz Guilherme Pochaczevsky detalha o impacto estrutural no comércio global

ECON News

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13 de junho de 2026
Exportação de tecnologia atua como saída estratégica para evitar perda de divisas

Apesar de atuar como potência consolidada no agronegócio o Brasil ainda enfrenta gargalos estruturais severos que impedem uma inserção mais competitiva e rentável no comércio global. O executivo Luiz Guilherme Pochaczevsky possui ampla vivência em logística internacional e gestão aeroportuária e traça um panorama das tendências futuras para o país. Ele destaca que a competitividade brasileira esbarra fortemente na ineficiência do transporte interno e na baixa complexidade dos produtos enviados ao exterior.

Geografia continental do país exige uma operação complexa que sofre com a falta de sincronia e contínua vulnerabilidade estrutural. Pochaczevsky enfatiza que o grande entrave econômico ocorre antes mesmo de a mercadoria deixar o território nacional. O executivo aponta que a produção possui alta eficiência interna nas fazendas e fábricas mas apresenta um custo logístico elevado e baixa competitividade ao iniciar o deslocamento para os portos e aeroportos. A solução estrutural para evitar a estagnação operacional reside na integração total e estratégica dos modais marítimo ferroviário rodoviário aéreo e de cabotagem.

Além da barreira logística o especialista propõe uma revisão profunda sobre a matriz de exportação do país. Embora o agronegócio atue como o principal motor de desenvolvimento o baixo valor agregado dos produtos gera limites na captação de recursos financeiros globais. Ele adverte que o Brasil precisa focar na exportação de itens de tecnologia e produtos de alto valor agregado para aumentar o fluxo de divisas e garantir segurança econômica. No tocante às relações bilaterais com os Estados Unidos o profissional projeta um cenário desafiador mas com enormes possibilidades de crescimento em logística internacional caso o país supere a sua defasagem operacional interna.