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Frank da Costa ensina a elevar o padrão de exigência para não perder mercado na Flórida
ECON News
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O mercado global de turismo enfrenta uma grave crise de qualidade no atendimento, e as empresas que insistem no erro de tratar seus clientes apenas como números em uma planilha de faturamento estão perdendo muito espaço para a concorrência. Após transitar pelo agressivo mundo financeiro de Wall Street e por redes hoteleiras de Nova York, o executivo Frank da Costa desembarcou na Flórida e descobriu que o verdadeiro diferencial de sobrevivência não estava apenas na engenharia ou nas finanças, mas sim na execução implacável da hospitalidade.
O executivo relata que o ponto de virada de sua carreira ocorreu ao imergir nas operações das maiores empresas do mundo. Ele confessa que o que mais o impactou foi a carreira que fez com a Disney, onde conseguiu entender o mundo de parques temáticos, entretenimento e realmente como equalizar a excelência do serviço. Foi nesse momento que teve uma aprendizagem muito mais forte entre a sua experiência em Wall Street e os hotéis de Nova York. Frank constatou que a cidade de Orlando ensina que o serviço focado no cliente faz uma mudança profunda dentro das organizações. Essa visão de precisão foi posteriormente refinada durante os cinco anos em que o executivo atuou no departamento de entretenimento e turismo da NASA, provando que a excelência exige processos cirúrgicos para dar lucro.
Esse rigor na operação se tornou vital diante das recentes instabilidades globais. Frank da Costa alerta que o mercado de hospitalidade internacional na Flórida sofreu uma queda severa, especialmente com a retração de turistas do Canadá e da Inglaterra devido a questões políticas e sociais americanas. No entanto, a salvação da região reside na sua capacidade de diversificação extrema e na dependência contínua de mercados fiéis. O especialista pontua que o Brasil continua vindo forte para a cidade, sendo sempre vista como um lugar familiar e seguro.
Para reter esse público e evitar a falência na era da concorrência acirrada, Orlando não pode mais depender apenas da velha fórmula. A saída estratégica foi investir na sofisticação agressiva. A cidade, que já é o segundo maior polo de convenções dos Estados Unidos, trouxe chefs badalados e conquistou 18 estrelas Michelin nos últimos anos. Essa evolução prova que, no turismo moderno, quem não eleva o padrão de exigência morre no esquecimento e amarga prejuízos irrecuperáveis.
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