Ilusão do planejamento perfeito cega empresários para o apagão de talentos no mercado

Executivo Roberto Bertino explica como a má gestão de líderes destrói o caixa da empresa

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16 de maio de 2026
Ilusão do planejamento perfeito cega empresários para o apagão de talentos no mercado

A crença de que contratar consultorias caras e criar planejamentos estratégicos perfeitos basta para garantir lucro é uma ilusão perigosa. Em mercados instáveis, o apagão de talentos e as falhas de execução na linha de frente destroem rapidamente qualquer projeção financeira. O executivo Roberto Bertino, líder da Rede Nóbile, diagnostica que a maior dor corporativa atual não é a falta de ideias geniais, mas a incapacidade crônica de tirá-las do papel com as pessoas certas.

O executivo é implacável ao apontar o distanciamento entre a teoria das planilhas e a prática do dia a dia. "Não existe planejamento sem execução, senão tudo fica restrito ao campo das ideias. Nossa empresa construiu um currículo reconhecido justamente pela capacidade de executar, ou seja, de transformar sonhos em metas, e metas em resultados reais. Mas para que isso aconteça, nós precisamos de gente", explica Bertino.

O gargalo letal que leva à falência, contudo, mora na seleção dessa equipe. "Quando falo de gente, não é no sentido de apenas preencher vagas, mas de ter as pessoas certas. Você pode ter vários funcionários na equipe, mas não ter o perfil correto. Nesse caso, você terá um recurso caro que jamais vai te levar a um outro patamar ou te fazer competir em um nível de escala maior", adverte.

O executivo conclui que a sobrevivência do negócio repousa inteiramente na habilidade de seus gestores. "O corpo de líderes é o que realmente vai definir se a empresa vai perpetuar ou quebrar. Se eles se comunicam mal com a equipe, a empresa vai mal", decreta, provando que o sucesso não aceita amadorismo na hora da contratação.