Inteligência artificial como motor de produtividade e vantagem competitiva

Gustavo Mee explica por que dominar IA separa líderes de mercado da obsolescência profissional.

ECON News

ECON News

Autor

18 de fevereiro de 2026
Inteligência artificial como motor de produtividade e vantagem competitiva

Vivemos o prelúdio da maior revolução da história da humanidade. Se a internet mudou a forma como acessamos informações, a Inteligência Artificial (IA) está mudando a velocidade com que a própria civilização evolui. À frente dessa narrativa de transformação está Gustavo Mee, especialista do Future of Money e estrategista em inovação. Com uma audiência que ultrapassa um milhão de seguidores, Mee consolidou sua carreira traduzindo a complexidade técnica para o pragmatismo empresarial. De ex-vendedor a referência no mundo digital, ele hoje atua como um mentor para aqueles que buscam não apenas sobreviver, mas liderar em um mercado onde a produtividade pode ser multiplicada por cem através de comandos precisos e ferramentas autônomas.

A velocidade da evolução tecnológica atual não é linear, mas exponencial. Segundo Gustavo Mee, a popularização de ferramentas como o ChatGPT foi o marco zero de uma corrida que muitos empresários ainda subestimam. "A inteligência artificial chegou para mudar a velocidade de evolução das coisas. Antes, evoluíamos de forma gradual; hoje, estamos em uma curva absurda", analisa o especialista. Para ele, a IA é o "isqueiro" da era moderna: uma ferramenta que acelera a produtividade de forma nunca vista. Mee é enfático ao afirmar que, em suas operações, o domínio da tecnologia é pré-requisito básico. "Nas minhas empresas, só entra quem usa inteligência artificial. Se você vai cuidar do comercial, tem que saber de IA, porque ela impacta todos os trabalhos", pontua.

O impacto dessa transição é visível no curto prazo. Citando projeções globais, Mee alerta para mudanças drásticas nos próximos seis meses. Ele menciona que a produtividade em setores como o atendimento comercial e a criação de conteúdo pode crescer até 380 vezes se as ferramentas forem bem treinadas. "Quem é empresário e não está aplicando IA no negócio hoje, com certeza está perdendo no mínimo dez vezes o seu dinheiro e o seu tempo", alerta o estrategista. Ele ressalta que o perigo de ser "engolido" pela concorrência é real para quem ignora o novo ritmo do jogo corporativo.

No entanto, Mee traz uma reflexão profunda sobre a natureza do conhecimento na era das máquinas. Para ele, o conhecimento não deixou de ser poder, mas foi redistribuído e redefinido. O foco mudou do "decorar" para o "comandar". "O padrão hoje das pessoas que se tornam empresários gigantes é o conhecimento em como comandar as inteligências artificiais. Você não precisa mais ter um conhecimento absurdo em nada, pois tem tudo na palma da mão, mas tem que saber dar o comando correto", explica Gustavo Mee. Essa habilidade de "prompting" (dar comandos) é o que permite que a máquina execute tarefas repetitivas, enquanto o ser humano foca na criatividade e na estratégia.

O ano de 2025 é apontado por Gustavo Mee como o marco divisório entre os líderes de mercado e os que desaparecerão. Para ele, a transição para a IA é comparável ao impacto da pandemia, porém no campo profissional e de automação. "Vivemos a maior revolução da história da humanidade. 99% das pessoas ainda estão na era Google, mas já existe o próximo nível", afirma o especialista. Através de imersões práticas e networking, como o evento que lidera na Flórida, Mee busca preparar uma nova geração de "futuristas" capazes de utilizar a tecnologia para resgatar o ativo mais valioso de todos: o tempo. Para o estrategista, o objetivo final é usar a inteligência artificial para tornar a humanidade mais justa, livre e inteligente.