Marketing digital e ética comercial: atender concorrentes deve ser regra ou exceção?

Especialista explica sua política restrita de clientes focada no nicho imobiliário e hospitalar

ECON News

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08 de março de 2026
Marketing digital e ética comercial: atender concorrentes deve ser regra ou exceção?

Em um mercado digital saturado e altamente competitivo, a diferenciação de uma agência de marketing muitas vezes reside em seus princípios de atuação. Liliane Cavalcante, gestora de tráfego e CEO de uma agência digital nos Estados Unidos, adotou uma política comercial rigorosa: a exclusividade de nicho por região para evitar conflitos de interesse entre seus clientes.

Atendendo contas robustas, como corretores de imóveis na Flórida e hospitais no Brasil, a profissional certificada pelo Google estruturou seu negócio com base em um código de ética rígido. "Eu tenho um princípio na minha empresa que eu não pego cliente, a gente não trabalha com cliente do mesmo nicho na mesma região". Ela exemplifica que, ao atender um hospital em Manaus, recusa propostas de outras instituições de saúde na mesma localidade.

Para Liliane, essa prática garante foco total e lealdade à estratégia do cliente, evitando o que considera uma prática mercadológica questionável de otimizar campanhas para empresas que disputam o mesmo público-alvo. "Eu acho que não é ético. Tem agência que pega, que não tem tudo bem, eu respeito, mas dentro da minha não". Essa postura de exclusividade fortalece a relação de confiança com sua carteira de clientes, que se estende por todo o território americano e brasileiro, consolidando sua agência como uma parceira estratégica de negócios e não apenas uma prestadora de serviços.