Mercado imobiliário nos Estados Unidos: Paulo Schneider destaca estratégia, planejamento e liderança como pilares do sucesso

Paulo Schneider revela estratégias para investir no mercado imobiliário dos EUA com foco em planejamento e liderança.

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05 de fevereiro de 2026
Mercado imobiliário nos Estados Unidos: Paulo Schneider destaca estratégia, planejamento e liderança como pilares do sucesso

Com mais de 30 anos de atuação nos Estados Unidos, Paulo Schneider é um nome consolidado no mercado imobiliário e financeiro, com experiência em imóveis residenciais, comerciais e corporativos. Mortgage broker desde 1993, ele foi co-fundador da Lentegra Mortgage Corporation - empresa que se tornou referência nacional antes de ser adquirida por um banco regional - e hoje atua na Flórida como consultor imobiliário, palestrante e treinador de executivos em liderança e oratória. Em conversa no ECON Xperience, Paulo compartilhou sua trajetória, visão de mercado e os principais desafios enfrentados por investidores, especialmente brasileiros.

Segundo Schneider, sua entrada no mercado de financiamento imobiliário aconteceu de forma estratégica, a partir da experiência prévia como financial planner, profissional que ajuda indivíduos e famílias a gerenciar seu dinheiro e a desenvolver uma estratégia para atingir objetivos financeiros de longo prazo, como a aposentadoria, por exemplo. Ao perceber que seus próprios clientes buscavam orientação para financiar imóveis, ele identificou uma oportunidade clara de negócio. “Era um serviço pelo qual as pessoas já vinham até mim”, relembra, destacando também o diferencial de atuar em três idiomas - português, inglês e espanhol - em um mercado altamente competitivo.

O grande diferencial no setor imobiliário não está apenas em vender imóveis, mas em oferecer uma consultoria completa e estratégica, de acordo com Schneider. Ele explica que cada cliente deve ser orientado com base em objetivos claros, perfil de investimento, localização, potencial de valorização e estrutura fiscal. “Nós não vendemos um imóvel. Vendemos uma estratégia”, afirma, ressaltando a importância de trabalhar em conjunto com bancos, advogados, contadores e empresas de inspeção para garantir segurança e eficiência em todo o processo.

Ao analisar a evolução do mercado imobiliário nos Estados Unidos, Schneider destaca a estabilidade econômica do país como principal motor de atração de investidores globais. Ele aponta a Flórida como um dos estados mais promissores para investimentos, impulsionada pelo crescimento tecnológico, pela forte presença do setor financeiro e pela migração constante de empresas e profissionais. Esse cenário, segundo ele, sustenta a alta demanda tanto no setor residencial quanto no comercial.

Quando o foco são investidores brasileiros, o profissional reforça que o ponto de partida deve ser o entendimento claro do que se busca e do capital disponível. Imóveis muito baratos, alerta, geralmente escondem baixo potencial de valorização. Já investimentos comerciais exigem estudos aprofundados de localização, logística e viabilidade econômica. “Não existem milagres. Existe planejamento”, resume.

Sua longa experiência como mortgage broker é apontada como um diferencial competitivo decisivo. Schneider explica que o domínio das estruturas de financiamento permite oferecer ao cliente uma visão completa do negócio, incluindo juros, alavancagem e impacto financeiro no longo prazo. “Isso me permite entregar um serviço completo, que a maioria dos profissionais do mercado não consegue”, destaca.

Além da expertise técnica, Paulo atribui grande parte de seu sucesso à liderança e à comunicação. Com passagem por organizações como a Toastmasters International, câmaras de comércio e entidades de networking, ele acredita que a oratória é uma ferramenta essencial para gerar confiança e tomar decisões. Sua história pessoal, marcada por dificuldades com o idioma e episódios de bullying na infância, reforça a importância do desenvolvimento contínuo. “A oratória me deu autoconfiança e me levou a outro patamar”, afirma.

Ao final, Schneider aponta a falta de planejamento estratégico como o maior erro de empresas e investidores estrangeiros ao entrar no mercado americano. Segundo ele, muitos negócios fracassam por tentar replicar modelos brasileiros sem adaptação ao consumidor local. “O produto precisa ser pensado para o mercado americano, com marketing, posicionamento e estratégia adequados”, alerta. Seu conselho é claro: buscar assessoria especializada e construir um plano sólido antes de investir.

Saiba mais

A conversa completa com Paulo Schneider no ECON Xperience está disponível no nosso canal do YouTube https://youtu.be/goUmDET3iNk?si=DULxzi6xHl_1qG_h