Negligenciar plano de negócios reduz poder de negociação em aluguéis comerciais

Consultor alerta que ignorar a força comercial do plano de negócios gera perdas financeiras antes mesmo da inauguração

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07 de abril de 2026
Negligenciar plano de negócios reduz poder de negociação em aluguéis comerciais

O plano de negócios é frequentemente visto pelo empreendedor amador apenas como um dever de casa chato para aprovar vistos de imigração. No entanto, ignorar a força comercial desse documento é assinar um atestado de prejuízo financeiro antes mesmo da inauguração. Luca Martins explica que, nos Estados Unidos, um projeto bem apresentado é a sua única arma para não ser esmagado pelos altos custos de locação comercial.

No mercado americano, a relação entre o dono do imóvel e o locatário é fria e baseada puramente em números e atratividade. "O quanto mais a gente dá, mais a gente pode pedir. A negociação dos termos do contrato depende do quanto o proprietário gosta do seu conceito e o quer ali", detalha o consultor.

A dor de abrir uma empresa subcapitalizada pode ser evitada se o empresário impressionar o locador. "Dependendo de quão forte é a percepção do proprietário com relação ao seu empreendimento, é o tanto que ele vai negociar carências e o Tenant Improvement (TI), que é um crédito que ele dá para você fazer as melhorias no espaço", revela Martins.

Portanto, investir na tradução impecável do cardápio, na criação de um site robusto e no ranqueamento no Google antes mesmo de ter as chaves do imóvel não é preciosismo de marketing, mas gestão de risco. "No final das contas, quanto mais a gente negociar, menos dinheiro você vai desembolsar no aluguel e mais dinheiro vai ter para o seu empreendimento. Esse primeiro estágio torna-se um investimento", garante o especialista.