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Especialista explica diferenças, prevenção e novas regras do mercado americano.
ECON News
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O setor de seguros nos Estados Unidos atravessa uma fase de modernização acelerada, priorizando a mitigação de riscos e a eficiência digital no atendimento aos clientes. Durante sua participação no ECON Experience, Helen Oliveira, fundadora da NL Insurance Solutions, analisou as principais tendências que moldam as coberturas, especialmente na Flórida. Embora investidores frequentemente busquem comparações diretas com o sistema brasileiro de lucros cessantes e proteção patrimonial, a executiva destaca que a dinâmica norte-americana possui particularidades muito próprias, focadas na personalização tecnológica e em incentivos estruturais diretos.
Para os empreendedores que buscam blindar seus negócios contra desastres e paralisações, as apólices americanas oferecem um suporte robusto para garantir a sobrevivência financeira da operação. A estrutura de cobertura é desenhada para sustentar a empresa enquanto as portas estão fechadas devido a sinistros. "Aqui quando acontece um imprevisto o seguro vai cobrir certas despesas, não vai ser 100%, mas ele vai cobrir o fato de que a pessoa não está podendo operar, como as despesas fixas, o aluguel, funcionários e até o próprio seguro", explica.
A maior transformação atual do mercado imobiliário norte-americano é a forte bonificação financeira concedida para a adoção de medidas preventivas contra intempéries. "A gente está vendo a questão do seguro residencial, as empresas estão oferecendo mais descontos quando o proprietário investe em prevenção, em instalar janelas e portas de impacto ou reforçar o telhado", detalha Helen. Essa mudança demonstra que as seguradoras americanas preferem recompensar ativamente o reforço estrutural das propriedades a arcar com indenizações catastróficas após a passagem de tempestades.
Além da prevenção física, a infraestrutura de sinistros está migrando para o ambiente virtual com o objetivo de reduzir a burocracia após grandes tragédias. A demora na liberação de recursos, uma dor histórica do setor, começa a ser combatida com vistorias tecnológicas. "Estão com planos aqui na Flórida para quando acontece algo poderem fazer muito mais rápido o acesso do que aconteceu, e os inspetores irem para a pessoa não ter que esperar tanto pelo dinheiro", relata Helen, ponderando que eventos climáticos de proporções extremas ainda podem gerar atrasos operacionais.
A precificação baseada em dados reais estende-se também ao setor automotivo, permitindo que o comportamento do usuário defina o custo de sua proteção. A adoção da telemetria já permite avaliar a prudência ao volante com precisão cirúrgica. "Tem muitas seguradoras que oferecem para carro para poderem monitorar como a pessoa está dirigindo, até quantas vezes freia. A tendência é tudo ser mais personalizado, mais digitalizado e tentar ser mais rápido no processo de reembolsar o cliente", conclui a especialista, evidenciando o futuro hiperconectado da proteção de ativos.
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