Por que a sua construtora está perdendo dinheiro por continuar trabalhando como no século passado

Especialista Alex Lira alerta comoo atraso na digitalização da construção civil custa caro

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15 de março de 2026
Por que a sua construtora está perdendo dinheiro por continuar trabalhando como no século passado

Enquanto indústrias como a automotiva e a aviação escalaram seus lucros ao abraçar a digitalização nas últimas décadas, o setor da construção civil permaneceu estagnado, refém de processos lentos e altamente dependentes de mão de obra braçal. Alex Lira, especialista em tecnologia aplicada à engenharia, adverte que as empresas que insistirem em operar com a mentalidade do passado correm o risco de desaparecerem em um mercado que finalmente está sendo engolido pela Inteligência Artificial.

A resistência histórica do setor tem raízes estruturais profundas. "A construção é uma das indústrias que mais se atrasou no processo de digitalização. É uma indústria com milênios de anos de existência, mas muito lenta na adaptação porque é fragmentada. Você tem diversos atores: fabricantes, construtores, investidores, projetistas, e demanda muita mão de obra", explica Lira. O custo e o tempo para alterar qualquer engrenagem nesse maquinário complexo sempre serviram como desculpa para o atraso tecnológico.

Contudo, o cenário mudou drasticamente. A chegada de ferramentas de Inteligência Artificial democratizou a automação, eliminando a barreira dos custos proibitivos. "Hoje a gente entende que a Inteligência Artificial está trazendo uma nova oportunidade, um novo momento para que a indústria da construção alcance níveis de digitalização que outras indústrias já alcançaram nos últimos dez ou vinte anos", decreta o especialista, apontando que a IA deixou de ser um artigo de luxo para se tornar uma questão de sobrevivência corporativa.