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Jorge Kubrusly provoca empresários ao mostrar que produtos só ganham valor real com mecanismos estratégicos, comunicação e IA.
ECON News
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O estrategista de negócios, empreendedor e autor Jorge Kubrusly traz uma reflexão direta e provocativa sobre os desafios que impedem empresas de crescerem de forma consistente. Com mais de 20 anos de experiência no Brasil e nos Estados Unidos, Jorge é autor do livro “Seu Produto Não Vale Nada, Até Você Aprender a Vender” e defende que a maioria dos negócios não fracassa por falta de qualidade, mas por ausência de estratégia, comunicação clara e estrutura comercial.
O título do livro, que chama atenção logo à primeira vista, foi pensado justamente para gerar impacto. Segundo Jorge, a provocação não significa que produtos não tenham valor, mas que eles podem valer muito mais quando são bem posicionados no mercado. A ideia surgiu a partir da conversa com um cliente que, apesar de muito esforço, não conseguia fazer seu negócio decolar. A partir da combinação entre o conhecimento técnico do empreendedor e a aplicação de metodologias estruturadas de vendas e marketing, o produto ganhou valor real e passou a gerar resultados. É essa experiência prática que fundamenta os conceitos apresentados na obra.
Com passagem pelo mercado publicitário, onde atuou como diretor de arte e acumulou prêmios importantes, Jorge explica que sua transição para o empreendedorismo o fez entender que criatividade, por si só, não sustenta um negócio. Para ele, o verdadeiro desafio está em transformar boas ideias em resultados concretos. Essa visão se aprofundou ainda mais após sua experiência nos Estados Unidos, onde, segundo ele, decisões empresariais precisam ser rigorosamente baseadas em dados, pesquisas e análises consistentes. “A ideia não se sustenta sozinha se não houver estrutura”, reforça.
No livro, Jorge apresenta uma metodologia organizada em etapas que vão desde a mentalidade do empreendedor até o uso de tecnologias atuais, como a inteligência artificial. O objetivo, segundo ele, é tornar acessível um tema que costuma ser tratado de forma excessivamente técnica. A proposta é ajudar empresários que não dominam marketing, vendas ou automação a entenderem como funciona toda a estrutura de aquisição de clientes - desde a atração, passando pela demonstração de valor, até o relacionamento contínuo com o consumidor. Dessa forma, o empreendedor ganha autonomia para contratar profissionais, cobrar resultados e evitar promessas vazias de soluções milagrosas.
Para Jorge, muitos empreendedores permanecem em uma espécie de “infantilidade empresarial”, motivados apenas pelo desejo de liberdade ou pela ideia de ser dono do próprio tempo. No entanto, crescer exige o oposto: assumir responsabilidades, investir em processos, formar equipes, treinar pessoas e tomar decisões baseadas em dados. “A liberdade vem como consequência da estrutura, não da improvisação”, destacou.
Ao falar sobre os erros mais comuns que impedem um bom produto de ser vendido, Jorge foi direto ao apontar a comunicação como o principal entrave. Segundo ele, empresas costumam complicar demais suas mensagens, utilizando linguagem técnica que confunde o público. Para o estrategista, se uma pessoa não consegue explicar o que faz de forma simples - a ponto de uma criança entender - há um problema claro de posicionamento. Simplificar não é empobrecer o discurso, mas torná-lo eficiente.
A inteligência artificial também foi abordada como uma aliada estratégica para pequenos e médios empresários. Jorge defende que o uso dessas ferramentas é urgente, mas alerta para um erro comum: terceirizar o pensamento. Para ele, a IA deve ser usada como extensão do conhecimento humano, automatizando tarefas operacionais e ampliando a capacidade de análise, enquanto a criatividade e a geração de ideias continuam sendo responsabilidades do empreendedor. “O novo ainda nasce da mente humana”, afirmou.
Para quem se sente estagnado ou inseguro diante de um cenário econômico mais instável, especialmente no Brasil, Jorge recomenda um momento de introspecção e revisão de processos. Sua proposta é adotar uma mentalidade “AI First”, mapeando toda a jornada de aquisição de clientes e identificando onde a inteligência artificial pode gerar eficiência, reduzir custos e minimizar riscos. Em períodos de incerteza, segundo ele, o foco deve ser fazer mais com menos, preservando resultados e aumentando a produtividade.
Saiba mais
A conversa completa com Jorge Kubrusly no ECON Xperience está disponível no nosso canal do YouTube https://www.youtube.com/live/KzUTOsCCJvg?si=ycw1353feDKZgZEH
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