Internacionalização de marcas brasileiras com Luiz Pimentel e o posicionamento de negócios no mercado americano

Luiz Pimentel explica como marcas brasileiras podem vencer nos EUA usando tecnologia, dados e adaptação cultural.

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05 de fevereiro de 2026
Internacionalização de marcas brasileiras com Luiz Pimentel e o posicionamento de negócios no mercado americano

Especialista em marketing e internacionalização de marcas, Luiz Pimentel é CEO da Shop Couture, empresa americana focada em levar marcas brasileiras para o mercado internacional, e co-fundador da Globerr, plataforma tecnológica que conecta pequenas e médias empresas ao comércio global. No ECON Xperience, ele compartilhou sua trajetória, os aprendizados do esporte de alto rendimento e os principais desafios enfrentados por empresas brasileiras que desejam atuar nos Estados Unidos.

Com passagem pelo voleibol de alto rendimento e experiências em mídia e projetos de expansão global, Luiz destaca que valores aprendidos no esporte - como resiliência, persistência, trabalho em equipe e foco em performance - são determinantes para o sucesso no mercado internacional. Segu

ndo ele, ao chegar aos Estados Unidos, a marca precisa entender que ninguém a conhece e que resultados exigem tempo, consistência e estratégia. “O sucesso do Brasil fica no Brasil. Ele não vem na bagagem”, afirma.

Entre os erros mais comuns cometidos por marcas brasileiras, Luiz aponta a subestimação da cultura americana. Para ele, falar inglês ou visitar o país não significa compreender seus hábitos, símbolos e códigos culturais. Ele cita um caso real de uma marca infantil brasileira que enfrentou prejuízos por usar uma estampa com a palavra “girls” repetida, sem saber que essa combinação tem conotação negativa no contexto cultural americano. “Não basta conhecer o idioma. É preciso entender profundamente a cultura local”, alerta.

Luiz explica que o trabalho da Shop Couture funciona como um ecossistema de internacionalização estruturado em três pilares. O primeiro é o conhecimento, com capacitação prática sobre precificação, canais de venda, estratégia de distribuição e adequação regulatória, incluindo exigências do FDA para alimentos e cosméticos. O segundo pilar é a tecnologia, com a implementação da Globerr, uma plataforma desenvolvida para acelerar vendas globais, integrar meios de pagamento internacionais, logística e mais de 100 marketplaces. O terceiro pilar é o Business Intelligence, que conecta as marcas a uma base com mais de 50 mil compradores segmentados por nicho.

Segundo Luiz, a grande transformação da internacionalização está na digitalização. Ele afirma que o modelo tradicional, baseado apenas em grandes volumes e logística complexa, ficou para trás. Hoje, microempreendedores, profissionais liberais e pequenos varejistas já conseguem vender para dezenas de países usando dados, tecnologia e canais digitais. “A Globerr nasceu para levar o small business do local para o global”, explica.

Ao falar sobre setores com maior potencial no mercado americano, Luiz ressalta que produtos brasileiros com valor agregado têm grande aceitação, especialmente alimentos, cosméticos, moda e calçados. Ele reforça que o Brasil é bem visto no exterior pela qualidade e criatividade de seus produtos, e não pelo preço baixo. “Aqui, o Brasil é reconhecido por diferencial e qualidade”, destaca.

Para quem deseja dar os primeiros passos no mercado digital americano, Luiz recomenda estudar o mercado antes de investir, analisar concorrentes, entender a estrutura de vendas e respeitar o tempo de maturação do negócio. Segundo ele, vendas internacionais acontecem de forma gradual e exigem dedicação contínua. “É preciso respirar a cultura internacional e investir tempo e energia. O retorno vem”, conclui.

Saiba mais

A conversa completa com Luiz Pimentel no ECON Xperience está disponível no nosso canal do YouTube https://www.youtube.com/live/BK5d8-1FIhY?si=Zb7nW8OZKqFaNhYW