Manter todo o patrimônio exposto ao mercado interno é a maior ilusão financeira do brasileiro

Especialista Márcio Bandeira ensina como blindar o patrimônio contra a variação do dólar

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02 de maio de 2026
Manter todo o patrimônio exposto ao mercado interno é a maior ilusão financeira do brasileiro

Acreditar que o seu dinheiro está totalmente seguro apenas investindo no mercado interno é uma das maiores ilusões financeiras da atualidade. O histórico de instabilidade política e a oscilação constante do Real transformam qualquer capital não dolarizado em alvo fácil para a inflação. O especialista em gestão de fortunas Márcio Bandeira adverte que manter todo o patrimônio no Brasil é um erro que destrói o poder de compra da família a longo prazo.

Para o gestor, o principal atrativo do investimento internacional é a previsibilidade. "Quando o brasileiro olha para os Estados Unidos, ele enxerga um porto seguro contra a nossa insegurança jurídica. Um milhão de dólares será um milhão de dólares daqui a cinco anos. Agora, não sabemos quanto um milhão de reais vai valer em moeda forte amanhã", diagnostica Bandeira.

O grande dilema do investidor, no entanto, é abrir mão da alta rentabilidade dos juros brasileiros. Mas a solução não precisa ser extrema. "Muitos clientes que recebem em dólar sentem falta dos rendimentos do Brasil. A estratégia que usamos é aplicar parte desse capital aqui para aproveitar os juros altos, pegando o melhor dos dois mundos", explica o especialista.

Apesar das vantagens, a dolarização exige um cuidado gigantesco com o futuro da família. A falta de planejamento pode custar caríssimo na hora da sucessão. "Ativos emitidos nos Estados Unidos estão sujeitos a um imposto de herança que começa a partir de 60 mil dólares e pode chegar a 40% do valor investido. A saída para blindar o dinheiro é investir em ativos lastreados no mercado americano, mas emitidos fora dele", ensina Bandeira, provando que buscar rentabilidade sem proteção jurídica é prejuízo na certa.