Por que ostentar marcas no exterior perdeu o sentido e afasta o viajante moderno

Fabiana Tourinho alerta sobre a perda de sentido do hiperconsumo em viagens de luxo

ECON News

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03 de junho de 2026
Por que ostentar marcas no exterior perdeu o sentido e afasta o viajante moderno

Era do viajante de luxo que se deslocava exclusivamente para esgotar limites financeiros em grifes de moda enfrenta um claro declínio. Mercado global sofreu uma disrupção profunda, forçando as próprias marcas de alto padrão a buscarem reinvenção para evitarem a perda de relevância e a fuga de clientes. Fabiana Tourinho, especialista em turismo, diagnostica que o vazio do hiperconsumo foi substituído pela urgência real de construir saúde mental sólida e memórias irreplicáveis.

Mudança de comportamento do consumidor provou ser estrutural. A líder da agência Caloá analisa que, no passado, a viagem de luxo significava apenas o valor financeiro da jornada e a capacidade de consumo imediato do turista. Diante do esgotamento desse modelo puramente material, as grandes marcas entenderam a mudança e criaram experiências imersivas, integrando ações focadas no bem estar para garantir uma entrega diferenciada e não perder espaço no mercado.

Explicação para essa guinada de perfil é fundamentada na busca por sentido. Fabiana utiliza uma analogia realista para ilustrar o vazio do hiperconsumo e a superficialidade da ostentação. A pessoa pode ter uma bolsa cara ou uma imitação quase perfeita, mas o sentimento e a história que aquilo cria são inexistentes. O produto material é algo passageiro, mas a memória bem estruturada atua contra a estagnação emocional e acompanha o indivíduo pela vida inteira. A viagem focada em experiências reais faz o corpo produzir dopamina e endorfina de maneira saudável, trazendo benefícios concretos para a saúde mental e fortalecendo as relações familiares contra a desconexão moderna.