Empreender nos EUA sem estratégia é risco e franquias estão virando o jogo

Eliete Negrão explica como o modelo reduz riscos, protege capital e aumenta as chances de aprovação imigratória.

ECON News

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24 de abril de 2026
Empreender nos EUA sem estratégia é risco e franquias estão virando o jogo

Empreender nos Estados Unidos é o objetivo de muitos brasileiros, mas o choque cultural e as rígidas diferenças legislativas podem transformar esse projeto em um campo minado financeiro. Para mitigar esses riscos, o modelo de franchising desponta como uma das vias mais seguras e estratégicas para a internacionalização de carreiras e capitais. A empresária Eliete Negrão, especialista em expansão de negócios, explica que o solo americano é o berço desse formato e, por isso, altamente estruturado para recebê-lo. "A franquia traz para aquele aplicante a condição de qualificação de imigração e visto de uma forma mais segura. A imigração tende a olhar com uma generosidade mais criteriosa porque sabe que você foi aprovado por aquela marca que já está no mercado e que já tem testes de viabilidade feitos", detalha a executiva.

A grande vantagem de investir em uma rede consolidada é ter acesso a uma "cartilha" operacional pronta, que entrega processos testados sobre como contratar, treinar e gerir as obrigações fiscais e de marketing locais. No entanto, o sucesso exige uma análise fria e calculista. O maior erro do investidor estrangeiro, segundo Eliete, é a impulsividade de comprar uma franquia baseada na emoção, romantizando o negócio e subestimando o capital de giro necessário. "Não vamos escolher pela marca porque nós não queremos pagar a marca, a gente quer comprar valuation. O elemento financeiro não é o principal, o que dita o sucesso é a taxa de conversão e renovação daquela franquia a cada dez ou quinze anos, e o retorno do capital", alerta a especialista, lembrando que o perfil de consumo de cada estado americano muda drasticamente.

Para sobreviver e prosperar no competitivo mercado norte-americano, o empreendedor,mesmo aquele com vasta experiência no Brasil, precisa estar disposto a reaprender as regras do jogo ou, nas palavras da especialista, a "zerar o HD". Esse processo de diligência inclui etapas imersivas como o Discovery Day (visita à sede da franquia) e conversas diretas com franqueados locais para atestar a realidade da operação. Toda essa preparação ganha ainda mais força com a modernização do setor, que já abraça novas tecnologias para escalar resultados. "A inteligência artificial está trazendo funções excepcionais para o crescimento das franquias. Marcas grandes que já estão numa fase madura estão utilizando a IA e se diferenciando no mercado", observa Eliete, reforçando que a adaptação é o verdadeiro motor do lucro.

Sobre Eliete Negrão

À frente do The Franchise Group USA, Eliete atua como a principal ponte de confiança para empreendedores brasileiros que buscam investir e imigrar para o mercado americano de forma estratégica e eficiente. Com uma equipe altamente preparada para analisar o perfil (DNA) de cada cliente e ler as dinâmicas do mercado local, ela ajuda a transformar o sonho de empreender no exterior em decisões embasadas em dados, minimizando os riscos operacionais e potencializando o sucesso em uma das economias mais competitivas do mundo.