Leilões imobiliários nos EUA escondem lucros altos mas também riscos que poucos enxergam

Marcelo Ortiz explica como corretores evitam prejuízos e revelam oportunidades nos leilões imobiliários dos EUA

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14 de abril de 2026
Leilões imobiliários nos EUA escondem lucros altos mas também riscos que poucos enxergam

O mercado imobiliário norte-americano é historicamente considerado a locomotiva da economia do país, atraindo investidores globais em busca de dolarização e rentabilidade. Dentro desse vasto cenário, os leilões de propriedades despontam como um dos nichos mais atrativos, mas que exigem extrema qualificação técnica para serem explorados. Durante sua participação no ECON Experience, o advogado brasileiro e corretor de imóveis licenciado na Flórida, Marcelo Ortiz, detalhou como funciona o trabalho de consultoria nesse setor e desmistificou o processo de arrematação de terras e residências por estrangeiros.

Diferente do receio comum de herdar passivos judiciais, o sistema americano de leilões fiscais oferece uma base jurídica extremamente sólida para o comprador, desde que amparado por um corretor que faça a triagem prévia do lote. A atuação do profissional foca em garantir que a transação ocorra sem surpresas ocultas, avaliando as legislações de cada estado e condado. "Quando você recebe o imóvel, você o recebe de uma forma que a gente chama de 'limpa', a partir daquele momento esse imóvel de fato é seu, o que nos Estados Unidos proporciona essa segurança que é muito importante", explicou Ortiz, tranquilizando investidores sobre a proteção legal do país.

O principal diferencial que atrai capital estrangeiro para essa modalidade reside na margem de lucro agressiva da operação. O modelo permite que a aquisição seja feita diretamente pela quitação dos tributos não pagos pelo antigo proprietário, reduzindo drasticamente o custo de entrada. "Você paga às vezes um terço do valor, às vezes até menos de um quinto do valor. Porque aqui nos Estados Unidos você está sempre comprando um imóvel pagando a dívida do imposto", revelou o especialistae, evidenciando o mecanismo financeiro que viabiliza a rentabilidade acelerada.

Apesar de o mercado oferecer pechinchas extremas, o corretor alerta que o sucesso do investimento depende de inteligência geográfica, fugindo de propriedades isoladas e sem liquidez. O foco da consultoria imobiliária é direcionar o cliente para áreas com real potencial de desenvolvimento. "Você pode até dar risada, mas você pode comprar um terreno nos Estados Unidos por 50 dólares. [...] Agora, nós trabalhamos com imóveis na faixa de dois, três mil dólares, que são os terrenos para desenvolvimento. Por quê? Porque nesse valor você tem infraestrutura, água, luz, asfalto", detalhou Ortiz, indicando o caminho estratégico para quem deseja construir ou revender com rapidez.

Para transformar essas oportunidades em patrimônio, a assessoria do corretor atua como a ponte operacional entre o investidor no Brasil e as rígidas exigências americanas. Como as compras de leilão requerem pagamento à vista e não aceitam financiamento bancário, o profissional orienta sobre a logística de remessas de câmbio e a estruturação do negócio. Dessa forma, o corretor de imóveis consolida-se não apenas como um intermediador de vendas, mas como um arquiteto de negócios essencial para o brasileiro que deseja lucrar no mais dinâmico mercado imobiliário do mundo.

Sobre Marcelo Ortiz: Marcelo Ortiz é advogado de formação e atua como agente imobiliário no estado da Flórida. Especialista em inteligência de mercado e leilões fiscais, ele desenvolve um trabalho focado na originação e prospecção de propriedades rentáveis para investidores e desenvolvedores brasileiros nos Estados Unidos. Sua consultoria abrange desde a análise jurídica e geográfica dos terrenos até a estruturação de negócios para geração de renda passiva e venda com alto valor agregado no mercado americano.

Veja essa conversa completa no ECON Xperience em: https://www.youtube.com/watch?v=gfuiXmLgS_o&t=9s