O atalho que leva investidores ao prejuízo nos EUA

Simone Negri alerta: confiança verbal e contratos frágeis são armadilhas no mercado americano

ECON News

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07 de março de 2026
O atalho que leva investidores ao prejuízo nos EUA

O mercado imobiliário dos Estados Unidos é altamente atrativo para o capital brasileiro, mas a pressa em fechar negócios frequentemente cega o investidor para os riscos ocultos em parcerias informais. Simone Negri, experiente consultora financeira com atuação na América, adverte que o primeiro passo para o sucesso internacional não é a escolha do imóvel, mas a investigação implacável do histórico de todos os envolvidos na operação.

A especialista enfatiza que a integridade é o maior ativo de um profissional, mas ela precisa ser comprovada por fatos, não apenas por palavras. "Você tem que procurar um bom profissional que você consiga ver o currículo dele, mas não só de boca. Quem são os sócios? Essas pessoas são íntegras? Que tipo de negócio elas já fizeram?".

Negri utiliza a analogia da compra de uma residência para ilustrar o conceito de due diligence (diligência prévia) corporativa. "Eu posso ter uma casa linda, mas quem são meus vizinhos? Eles cuidam do jardim? Como se comportam? Tudo isso é uma diligência que a gente tem que fazer".

O maior gargalo apontado pela consultora é a negligência jurídica. Muitos investidores tentam economizar honorários advocatícios e acabam assinando acordos verbais ou contratos genéricos que não oferecem proteção real. "Talvez muitos não tenham a má intenção, porém um contrato mal feito vai te custar muito num futuro próximo", conclui Simone, reforçando que a assessoria jurídica prévia é inegociável para quem deseja evitar prejuízos milionários no exterior.