O mito do negócio próprio nos EUA que está custando caro para brasileiros

Especialista explica por que comprar negócios prontos nos EUA é mais seguro que começar do zero e como investir com estratégia.

ECON News

ECON News

Autor

17 de abril de 2026
O mito do negócio próprio nos EUA que está custando caro para brasileiros

A internacionalização de negócios nos Estados Unidos exige estratégia e conhecimento profundo de mercado. Para guiar os brasileiros nesse processo, o ECON Experience conversou com Fernando Mello, consultor especializado em imigração corporativa. Com mais de 20 anos de experiência global e atuando como Business Broker na Flórida, ele detalhou as melhores rotas para quem deseja investir, morar e prosperar com segurança em solo americano.

Um dos grandes destaques do bate-papo foi a quebra do paradigma cultural brasileiro de sempre tentar "abrir uma empresa do zero". Mello explicou que a taxa de mortalidade de negócios jovens nos EUA é altíssima devido à concorrência feroz, tornando a aquisição de uma operação já existente uma rota muito mais segura. "O valor de um negócio existente é muito grande. Você imagina um negócio que passou pela pandemia, que resistiu à pandemia, tem um valor muito, muito alto em comparação com aquilo que se vai começar do zero", destacou o especialista.

Mas por que alguém venderia um negócio que já é rentável? O consultor revelou que a resposta, na maioria das vezes, é o ciclo natural da vida. "Aqui na Flórida, 60% dos negócios que são vendidos, são vendidos por aposentadoria. A razão de venda é a aposentadoria do dono", explicou Fernando durante a transmissão. Isso cria um celeiro de excelentes oportunidades para empresários brasileiros que desejam assumir empresas já consolidadas e com clientela formada.

Mello também foi categórico ao desmistificar a crença popular de que a simples compra de um imóvel de férias garante a permanência legal no país. "Os programas americanos não são baseados em capital imobilizado. Eles são todos programas voltados para atividade econômica", alertou. Ele detalhou que o investidor precisa focar em vistos voltados para negócios e geração de empregos, como o EB-5 (que exige aporte mínimo de US$ 800 mil e leva ao Green Card) ou o E-2 (que concede residência temporária para quem vai operar ativamente a própria empresa).

Para encerrar sua participação no Econ Experience, Fernando Mello deixou um conselho de ouro sobre a importância de fazer uma pesquisa rigorosa com múltiplos profissionais antes de imigrar o capital. "É muito importante que as pessoas se informem [...] e tenham a humildade de entender que o sucesso no Brasil não necessariamente garante o sucesso em qualquer lugar do mundo", concluiu. Segundo ele, a paciência para aprender as regras do jogo americano e mitigar os riscos é o verdadeiro passaporte para o sucesso internacional.