Por que investir pouco em propriedades nos EUA garante um passivo tóxico no seu portfólio

Paulo Schneider prova que buscar pechinchas em bairros sem plano de desenvolvimento transforma seu dinheiro em passivo tóxico

ECON News

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18 de março de 2026
Por que investir pouco em propriedades nos EUA garante um passivo tóxico no seu portfólio

A busca incessante por pechinchas no mercado imobiliário americano é uma armadilha clássica que frequentemente drena o capital de investidores brasileiros desavisados. Paulo Schneider, consultor com longa experiência na estruturação de aquisições nos Estados Unidos, faz um alerta duro sobre os riscos de comprar propriedades baseando-se apenas no baixo valor de face, ignorando a ausência de planos de desenvolvimento regional.

A regra número um do especialista para o investidor estrangeiro é o ceticismo diante de ofertas milagrosas. "Tem coisas baratas, sim, muito baratas. Há um motivo por trás da coisa barata, porque a longo prazo tem pouco progresso nessa área". Schneider explica que bairros estagnados, sem um plano diretor agressivo por parte do condado para atrair infraestrutura, condenam o imóvel a não ter valorização patrimonial, transformando o que parecia um bom negócio em um passivo ilíquido.

Para quem busca o setor de logística e galpões comerciais, a estratégia muda de escala e foca em infraestrutura global. "Se eu quero comprar lojas, armazéns para depósitos de coisas que vêm do mundo afora, nós não vamos dentro de uma cidade, nós vamos nas áreas perto de portos internacionais".

A viabilidade do negócio também esbarra no orçamento real do investidor. O consultor é pragmático ao afirmar que o mercado americano exige capital condizente com as ambições. "Você não vem fazer milagres aqui com 100 mil dólares". Portanto, a receita para o sucesso imobiliário exige fugir do "barato que sai caro" e alocar recursos em zonas com histórico comprovado de injeção de capital governamental e privado.